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O que é biópsia e para que serve?

22 de abril de 2021 0
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Não se preocupe quando de uma consulta aparecer uma solicitação de biópsia, pois esse exame é muito mais rotineiro do que se imagina, porém temos um certo receio quando escutamos a palavra, achando que sempre será algo grave.

É super importante optar por clínicas de confiança para a realização da coleta, visto que os resultados são fundamentais para o início de um tratamento, caso ele seja necessário.

Mas o que é uma biópsia?

Nada mais do que um exame indicado para doenças simples e até mesmo graves, abrangendo desde verrugas até diferentes tipos de câncer. Além disso, pode auxiliar a:

  • Diagnosticar doenças infecciosas, determinando qual o agente causador.
  • Reconhecer doenças autoimunes, com a confirmação de alterações nos tecidos e órgãos.
  • Avaliar a gravidade de uma lesão e a evolução do tratamento.
  • Verificar a malignidade suspeita ou confirmada de neoplasias, auxiliando na verificação da agressividade do câncer e fornecendo um prognóstico.

Diferentes tipos de tecido podem ser analisados através de uma biópsia, tais como: músculo, pulmão, pele, osso, rins, dentre outros. 

Geralmente, é solicitada pelo médico depois de exames de sangue e/ou de imagem, caso ele tenha suspeitado de algum tipo de alteração, que não pôde ser detectada em outros tipos de exame.

Ela tende a observar mudanças que podem até mesmo englobar forma e tamanho das células, sendo que a presença de células cancerígenas também podem ser notadas.

Quais são os tipos de biópsia?

Muito se engana que a biópsia é uma só, aquela feita com bisturi para tirar uma pinta ou uma verruga, o que é bastante comum, porém existem diferentes tipos do exame. Abaixo separamos as mais comuns para a detecção de algum tipo de câncer:

Punção aspirativa por agulha fina

A PAAF, também considerada como um exame citológico, utiliza uma agulha muito fina e uma seringa para retirar uma pequena quantidade de material do tumor, podendo haver a necessidade de ser guiada por exames de imagem.

Core biopsy

Realizada com a utilização de uma agulha grossa, sendo do tamanho e calibre um pouco maiores do que as utilizadas na punção acima. 

Elas oferecem a possibilidade de retirada de amostras cilíndricas de tecido de 0,6 cm de diâmetro por 1,2 cm de comprimento. 

Biópsia excisional ou incisional

Feita através de um corte na pele para remover um fragmento ou todo o tumor. Para essa biópsia há a necessidade de anestesia local. Caso o tumor esteja localizado no interior do tórax ou do abdome, a anestesia geral deverá ser aplicada.

Biópsia endoscópica

O endoscópio não serve apenas para captar imagens do interior do corpo, ele também pode retirar amostras de tecidos para o diagnóstico de câncer

Laparoscopia, toracoscopia e mediastinoscopia

A laparoscopia pode retirar amostras de tecido de dentro do abdome. Já os procedimentos para coletas realizadas dentro do tórax são chamados de mediastinoscopia e toracoscopia.

Laparotomia e toracotomia

Laparotomia nada mais é do que um tipo de cirurgia que realiza uma incisão no abdome, geralmente sendo indicada quando uma área suspeita não pode ser diagnosticada por meio de exames menos invasivos (como uma biópsia por agulha ou laparoscopia). Já o procedimento realizado no tórax é denominado toracotomia.

Biópsias de pele

Há muitas maneiras de fazer uma biópsia da pele, sendo uma escolha exclusiva do médico responsável de acordo com as necessidades de cada paciente.

Biópsia do linfonodo sentinela. 

Esse tipo de mapeamento é um dos mais comuns para estadiar o câncer (especialmente o melanoma ou o câncer de mama), inclusive,  ajuda o cirurgião a saber quais gânglios linfáticos devem ser removidos na biópsia

Apenas o médico responsável pelo seu caso poderá dizer qual é a biópsia indicada, fazendo a solicitação para que o procedimento seja realizado.

No caso de incerteza de um nódulo ser neoplásico ou não, os médicos podem solicitar amostras para verificar se é apenas um cisto, uma infecção ou outro tipo de alteração que, inclusive, podem provocar o aparecimento de lesões bem parecidas com um tumor cancerígeno.

Como a biópsia é feita?

Como falamos anteriormente, quase sempre, o exame é feito com a utilização de anestesia local ou, dependendo do caso, com uma leve sedação (raramente é necessária anestesia geral). 

Sendo assim, o procedimento tende a não ocasionar dor, bem como é algo bem rápido, não exigindo que o paciente fique internado ou passe muito tempo no hospital e/ou consultório. 

Porém, também temos os casos das biópsias internas, onde o médico se orienta através da análise de imagens através do uso de tomografia computadorizada, ecografia, ressonância magnética, dentre outros.

Pode ser que para esse tipo de exame seja necessário uma preparação, com a necessidade de limpeza e desinfecção, além do uso de antibióticos para facilitar a cicatrização, visto que o local será perfurado para a retirada do material. 

O material é coletado de acordo com a área e a extensão selecionada pelo médico, sendo que ele precisa ser conservado de maneira eficiente para que, posteriormente, seja encaminhado ao laboratório de patologia, onde será avaliado e feito um laudo com o resultado. 

Não deixe os seus exames para depois, pois eles são cruciais para que o tratamento adequado comece o quanto antes, isso pode salvar vidas, pois as chances de sucesso tendem a ser bem maiores!

O CON oferece em suas unidades a biópsia de medula óssea, que é um procedimento utilizado principalmente para o diagnóstico dos cânceres que atacam as células sanguíneas. 

Por meio de uma agulha, é retirado um pequeno fragmento de tecido mole encontrado no interior do osso. Para amenizar o desconforto, esse procedimento é feito com anestesia local, como falamos ao longo deste texto.

Após a coleta, o material é enviado para análise em laboratório de anatomia patológica onde são identificados detalhes do câncer, como por exemplo o estágio da doença. Essas informações irão auxiliar na decisão do tratamento mais adequado, como buscamos alertar sempre que temos a oportunidade.

 


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