Câncer de cabeça e pescoço – Prevenção, detecção e tratamento | Grupo CON

Julho é conhecido como o mês da conscientização do câncer de cabeça e pescoço. Com isso, com a contribuição do médico-oncologista do CON, Dr Bruno França, reunimos as informações mais relevantes sobre o tema. Confira:

As neoplasias malignas definidas como de cabeça e pescoço são aquelas que classicamente acometem a boca, a orofaringe, a nasofaringe, a cavidade nasal, a hipofaringe, a laringe, os seios paranasais e as glândulas salivares do indivíduo.

Os principais fatores que aumentam o risco de contração da doença são o tabagismo, o etilismo e a infecção pelo papilomavírus humano (HPV). No caso específico do carcinoma de nasofaringe o vírus de Epstein Barr (EBV) também é um importante fator de risco.

Quando se trata de prevenção, bons hábitos já conhecidos são sempre recomendados. São eles: Não fumar, não ingerir bebidas alcoólicas em excesso, manter relações sexuais seguras, isto é, fazendo uso de preservativos e não tendo múltiplos parceiros.

Uma dieta rica em alimentos como legumes, verduras e frutas também pode ser descrita como preventiva ou protetora à ocorrência das neoplasias de cabeça e pescoço, desde que também acompanhada pelos hábitos saudáveis já descritos.

Os sintomas do câncer de cabeça e pescoço não são muito específicos. Podem ser dores na boca ou na faringe (garganta), feridas ou aftas que não cicatrizam, feridas na boca ou no lábio com sangramento, rouquidão, sangramento nasal, obstrução nasal ou voz anasalada, surgimento de caroços ou de abaulamentos no pescoço. Reforçamos que qualquer diagnóstico deve ser feito por profissional especializado.

Segundo Dr Bruno França, o mais importante é uma avaliação minuciosa através do exame locorregional realizado pelo otorrinolaringologista ou pelo cirurgião de cabeça e pescoço, a partir do qual será realizado um método mais específico de exame ou até mesmo uma biópsia.

Embora a terapia-alvo e a imunoterapia moderna tenham sido incorporadas ao arsenal terapêutico, elas ainda promovem resultados modestos no cenário da doença avançada. Portanto, ainda necessitamos de novos agentes terapêuticos com mecanismos de ação diferentes ou de novas combinações de medicamentos.

Em relação ao Brasil, podemos ainda comentar como desafiante a questão de buscar diagnósticos mais precoces e consequentemente realizar um maior número de intervenções curativas, de menor custo e de menor morbidade ou sequela aos pacientes.

Recentemente tivemos importantes avanços como a incorporação do exame PET-TC para auxiliar na avaliação de resposta ao tratamento de pacientes acometidos por doenças extensas ou metastáticas, a cirurgia robótica que pode proporcionar maior qualidade ao cirurgião e ao paciente, a terapia alvo e a imunoterapia.

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