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Vacinação contra influenza em pacientes oncológicos

Começou no dia 23 de abril a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. O objetivo é imunizar grupos de risco gratuitamente até o dia 1º de junho.

Público-Alvo

O público-alvo da campanha são segmentos da população mais vulneráveis aos efeitos da gripe. Além de pessoas que possuem contato direto com pacientes infectados, aumentando o risco de transmissão.

Estão incluídas pessoas com doenças crônicas e outras condições clínicas especiais, como pacientes com câncer que fazem quimioterapia e radioterapia.

A vacina pode causar reações?

A vacina não costuma gerar reações, mas ainda levanta dúvidas na população, como o risco de provocar gripe.

“O imunizante é produzido com o vírus inativado, ou seja, não há risco de contaminação. Casos em que os sintomas de gripe aparecem logo após a vacinação podem estar relacionados a outro agente infeccioso. Ou também podem ocorrer quando a imunização ainda não teve tempo de ser efetiva. Em média, a vacinação demora em torno de 15 dias para se tornar eficaz”, esclarece o Dr. Ivan Moreira Junior, oncologista e gerente médico do Grupo CON – Oncologia, Hematologia e Centro de Infusão.

Em raras ocasiões, a vacina pode gerar uma pequena reação alérgica na pele, no local da aplicação.

Vacinação em pacientes oncológicos

No caso de pessoas com câncer, algumas recomendações importantes devem ser observadas por médicos e pacientes, conforme nota divulgada pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). Pacientes com tumores sólidos ou hematológicos apresentam maior risco de infecção e complicações de influenza, tendo prioridade na vacinação.

Pacientes recebendo radioterapia, quimioterapia venosa ou oral, terapia-alvo ou pacientes pós-transplante podem receber a vacina anualmente com segurança, segundo a SBOC. Da mesma forma, pacientes em tratamento de imunoterapia também podem ser vacinados.

Já os pacientes em terapia imunossupressora podem reagir de formas variadas à vacina para influenza. “Por conta da deficiência imunológica, a vacina pode demorar um pouco mais para ser efetiva, uma vez que a produção de anticorpos para a vacina depende de cada organismo”, explica o Dr. Ivan. A SBOC recomenda, quando possível, administrar a vacina entre os ciclos de quimioterapia e utilizar medidas adicionais de proteção – como lavar as mãos com frequência, utilizar álcool gel e evitar locais com aglomerações de pessoas. Por fim, pacientes em estudo clínico devem ter seus casos avaliados individualmente pela equipe médica responsável, podendo ou não ter indicação para receber a vacina.

A vacinação também é recomendada para pessoas em contato com pacientes com câncer, principalmente crianças, e profissionais de saúde. “Dessa forma, essas pessoas não se tornam agentes transmissores, protegendo o paciente”, finaliza o Dr. Ivan.